doença inflamatória do intestino
intolerancia alimentar - yorktest
Bom dia.
Tenho 28 anos e um pequeno "problema" alimentar que poderá estar ligado à celulite.
Devido à minha digestão rápida (demora entre 1h a 1h30), ajuda-me a ter uma melhor alimentação. Tenho alguns cuidados essenciais desde beber muita água e comer pouco várias vezes ao dia, contudo, é depois do jantar que tenho mais vontade de comer nem que sejam bolachas integrais ou de soja. Ao jantar costumo comer sopa e um prato ligeiro incluindo legumes ou salada e fruta como sobremesa mas pouco tempo depois, tenho fome. Bebo sempre chá verde antes de me deitar mas acabo por comer mais qualquer coisa.
Será que ao fazer isto ajuda a provocar a celulite? Eu sempre tive retenção de líquidos nas pernas e não ajuda em trabalhar sempre sentada... Confesso que não costumo fazer muito exercício físico apesar de fazer algumas corridas e caminhadas. Todos os anos as minhas coxas e nádegas vão piorando e eu não sei se de alguma forma está tudo interligado... O me sugere?
Obrigado pela disponibilidade.
Melhores cumprimentos,
Joana Balouta
Bom dia Joana,
Obrigado pela sua pergunta. Começo por um ponto que é indispensável se quer ultrapassar o problema que refere. Se costuma fazer corridas e caminhadas procure fazê-lo regularmente. Recomendo que faça 1 hora por dia.
Deve comer hidratos de carbono (feijão, arroz integral, quinoa) na sopa ou com os vegetais que ingere à noite
Finalmente recomendo que tome suplementos como: Antioxidantes durante 2 a 3 meses; complexo B (sobretudo B2, B6 e B12) e 1 a 2 g de Vitamina C.
Se precisar de ajuda mais concreta pode marcar uma consulta na Clínica Longaevitas, para que possa avaliar objectivamente o seu caso.
Bom trabalho!
(retirado do livro curar do Dr. David Servan-Schreiber, psiquiatra famoso pelos seus livros, "curar" e "dieta anti-cancro")
Existe uma forma de acertar todos os relógios interiores. Tal como os girassóis que se orientam na direcção do sole o seguem durante o dia, o hipotálamo é extremamente sensível à luz. Ele é biologicamente feito para acertar o corpo e o cérebro ao ritmo das estações, vigiando de perto o alongar ou o encurtar dos dias. Quando esle está orientado correctamente o controlo do hipotálamo na secrecção das hormonas e dos neurotransmissores.
Quando os dias diminuem com a chegada do Outono e depois do Inverno, cerca de uma em cada três pessoas sente uma alteração da sua energia e dos seus impulsos. Estas alterações parecem inspiradas na fisiologia da hibernação: noites mais longas, um despertar difícil , um desejo constante de pão, batatas, massas, chocolates, rebuçados, uma baixa da energia e da libido, uma perda de motivação para os projectos novos, raciocínios lentos...Entre o mês de Novembro e Março, para cerca de 10% das pessoas que vivem acima do paralelo 40º (Madrid na Europa, Nova Iorque na América), estes sintomas assumem a proporção de uma verdadeira depressão. O mais notável, é que estes sintomas são muito mais físicos do que psicológicos. O que não é verdadeiramente surpreendente, uma vez que eles são muito mais fruto de uma mudança dos ritmos biológicos do que consequência duma dor emocional.
Mais à frente iremos referir a abordagem que propomos para corrigir estes desiquilíbrios aqui descritos.
Continuamos hoje o tema do capítulo - a energia da luz - do Dr David Servan-Schreiber
A influência da luz parece mais evidente nas mulheres do que nos homens, porque fazem a experiência todos os meses das variações cíclicas na secreção das hormonas - sabem melhor a que ponto as funções do corpo - e as emoções - são variáveis e estão submetidas a ritmos naturais.
É óbvio que o domínio do fogo, e depois da electricidade, nos libertou em parte do controlo que o ciclo natural impõe normalmente às horas de sono e vigília. Mas a luz artificial com que funcionamos nos Inverno é cinco a vinte vez menos intensa do que a luz natural de um dia cinzento. É pois impossível substituir inteiramente a influência do sol pela dos candeeiros dos nossos gabinetes.
O ciclo do sono não é o único a ser controlado pela alternância do dia e da noite. Vários outros ritmos biológicos seguem este ciclo de vinte e quatro horas. A temperatura do corpo, a secreção de diferentes hormonas, como o cortisol, a hormona principal do stress, obedece a um ritmo de vinte e quatro horas. Os sucos gástricos e a actividade do sistema digestivo seguem também eles, um ritmo ao longo do dia. Normalmente esses ritmos estão alinhados uns em relação aos outros.
No século XX, os fisiologistas descobriram que as viagens de avião que nos fazem saltar vários fusos horários podem desregular este ordenamento.